mInis & tRemoços!

Dezembro 02 2009

Aproveitando estas vagas de feriados, bem como o espírito que advém do S. Martinho, decidi ir provar o vinho (a água pé já era) para manter a alma e o corpo quentinho, ora aí está!

 

O país vai de mal a pior... prisioneiros com penas reduzidas, corrupção ao mais alto nível, guerra entre os clubes que lideram a tabela da liga de futebol. greve dos árbitros da Inatel, escutas telefónicas, a crise, os políticos, tudo graves problemas desta sociedade que cada vez acredito mais que seja do salve-se quem puder (leia-se: salve-se quem for mafioso e corrupto).

 

Para contradizer estes tristes factos, dediquei uns dias à descoberta do mais precioso e belo líquido da natureza, após a cerveja claro, que é o vinho.

Como estou em terra de vinha, vinhos, vinhedos e vindimas, nada melhor que começar pelos santos da casa, que plos vistos até fazem milagres :)

 

Domingo saí aqui da tasca, deixando as minis (quase) de parte por uns dias para me aventurar nas adegas cá da terra... São muitas, eu sei, mas em dois dias consegui ir a duas o que prefaz uma boa média.

 

Na primeira surge um queijinho caseiro, uns jarros de bom tinto (e branco não o provei) e uma lareira acolhedora, uma guitarra, duas gaitas de beiços e uma cana rachadas.... Meia dúzia de rouchinois afinados e lá vai o bailarico armado, do pimba ao fado, passando mesmo pela música erúdita e clássica e ainda dando uma espreitadela na música de revolução de Abril...

Era possivelmente o mais novo na tasca, a julgar pela média de idades que devia de estar nos 50 anos mas gostei bastante e fiquei de voltar para jantar um dia destes, um belo bacalhau assado ou quem sabe uma sopa de ossos.

 

Na terça feira foi dia de ir a outra taberna... provar a azeitona nova, as sandes de azeite e alho com o novo azeite, um bacalhau com nozes e claro está uns valentes malhões de bom tinto da casa, este ainda em pipa de madeira servido em copo de barro.

Fiquei por pouco tempo pois a lareira já estava meio apagada e porque hoje era dia de trabalho mas valeu a pena o breve momento!

 

Daqui a dias tentarei visitar outros destes locais que felizmente ainda abundam aqui na vila e assim provar mais tinto precioso, petiscos e claro, aquecer para proteger do frio que se tem feito sentir. No próximo feriado quem sabe...

 

Juntando o útil ao agradável, anima-se a malta, ajuda-se o comércio local, preservam-se tradições e adquire-se a cultura que as tv's e jornais não passam para fora, para não falar no que se aprende nestes locais sobre o mundo real e as politiquices e fofocas que por aí correm...

Corrupção aqui não há, e quando te perguntam se é branco ou tinto, basta dizer: Cheio!

 

Fica então um "cheirinho" da animação por estas bandas:

 

publicado por davidbranco às 16:11

Setembro 17 2009

Enquanto estudo aqui as remodelações na tasca, após um verão passado na Holanda na plantação dos tremoços e acabadinho de chegar num barco de cruzeiro numa viagem que ganhei na raspadinha "Maré de Sorte" eis que surge uma notícia que me agrda e que penso ter contribuido bastante para os seus resultados :)

 

Diz então o seguinte no jornal i:


Cada português consumiu, em média, 71 litros de cerveja, nos quais gastou 310 euros em 2008, ano em que a indústria cervejeira gerou 1.020 milhões de euros para a economia e foi responsável por 72.900 empregos.

 

Um estudo da consultora Ernst & Young, intitulado "A Contribuição da Cerveja para a Economia Europeia", hoje divulgado, refere que Portugal é o sexto país europeu exportador desta bebida e que o sector cervejeiro gerou 1.020 milhões de euros para a economia nacional, dos quais 722 milhões referem-se à hotelaria e restauração e 138 milhões à produção.

O trabalho, baseado em dados de 2008, aponta também que o valor recebido pelo Estado português a partir do sector das cervejas é de 973 milhões de euros, uma contribuição dividida em 448 milhões de euros em IVA, 91 milhões de euros em Imposto sobre o Consumo e 426 milhões em impostos indirectos e Segurança Social.

A Ernst & Young concluiu que os portugueses consumiram 620 milhões de litros, de cerveja no ano passado, um valor que se manteve estável nos últimos anos.

O mesmo estudo refere que os consumidores gastaram em cerveja 2,3 mil milhões de euros (incluindo IVA), na hotelaria e restauração, e 361,5 milhões de euros no retalho, ou seja, nos estabelecimentos comerciais como supermercados, totalizando 2,7 mil milhões de euros.

Com base no Censo da população portuguesa de 2001, a agência Lusa fez as contas e concluiu que, em média, cada português com mais de 15 anos consumiu 71,3 litros de cerveja e pagou 310,3 euros.

A utilização da faixa etária a partir dos 15 anos está relacionada com a forma como são apresentados os dados do Censo, mas, em Portugal, o consumo de álcool só é permitido a partir dos 16 anos.

Do total do consumo, 62,5 por cento é efectuado na hotelaria e restauração e 37,5 por cento a partir de vendas em estabelecimentos do retalho, como supermercados.

As cervejas sem álcool representam 3,5 por cento do total.

A consultora refere um valor para a produção das cervejeiras portuguesas de 472 milhões de euros.

A indústria cervejeira emprega 72.900 trabalhadores na produção, nos fornecedores, hotelaria, restauração e distribuição. Os empregos directos são 3.200.

A Ernst & Young salienta "a alta produtividade" do sector já que "o valor acrescentado por empregado é relativamente alto no sector cervejeiro português comparado com outros".

"Apesar de os custos do trabalho terem aumentado nos últimos anos em Portugal, ainda são relativamente baixos comparados com outros países da Europa ocidental", refere a Ernst & Young.

A consultora refere que o mercado português da cerveja está concentrado em seis empresas, com a líder a apresentar uma quota de 53 por cento e a segunda maior com 44 por cento, existindo entre as duas uma "competição feroz".

Na Europa, a Ernst & Young concluiu que o consumo anual de cerveja é de cerca de 394 milhões de hectolitros e tem um valor de 124 mil milhões de euros.

A produção das cervejeiras é de 427 milhões de hectolitros por ano e 17 por cento é destinada a exportação.

 

Resta-nos continuar a contribuir para aumentar estes valores mas com moderação... Pelo menos criamos postos de trabalho e rendimentos ao país :)

publicado por davidbranco às 16:49

dia-a-dia numa tasca virtual que é a imagem do local tipicamente Português: A Tasca (em representação de todas as tascas) onde se come o belo do tremoço a acompanhar a Mine... Assim se vai criticando e olhando a sociedade...
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